Homens&Pássaros

pesquisar

 
Terça-feira, 13 / 04 / 10

Artesão

Impossível sorrir quem não sonhar
a casa
a oficina
o artesão
ofícios de leveza
versos finos
verdes linhas de pureza
e paixão.

À oficina doe asas azuladas
mãos de veludo
pés de anjo ao artesão
e atente-se ao mergulho
interminável
na profunda e vasta rosa
da ilusão.

A casa doe a fantasia
já composta
na alada oficina do artesão
e voe leve pelo espaço
do instinto
extrapolando o negro fel
do coração.

Ajuste-se a casa
o fino pólen dos suspiros
e os excitantes elementos
do artesão
e ao silêncio da oficina
do menino
prenda-se um canto
de certeza
pequenino
com o carinho que restar
em casa mão.

Cortem-se os medos
as feridas
os desatinos
com a faca sem perfil
do frio não
e sobrevoe lentamente
os abismos
que se interpõem
entre a oficina e o artesão.

Às patéticas noções de vandalismo
incrustadas nas ruínas
do artesão
junte-se um pouco do silêncio da oficina
semiencantada pela fada
da emoção.

Renda-se um pouco
da dureza dessa vida
a um instante dessa casa
em construção
solte-se a alma
não os lábios
nem os dentes
e sorria sem mover
o ressecado
e indolente hirto corpo
do artesão.

publicado por Antonio Medeiro às 09:24
Terça-feira, 02 / 06 / 09

SINAL DA ROSA

Rosa,
Rosal,
Rosalina,
espelhos de cristais,
turmalinas,
projetos tão fatais
de menina,
precocemente mulher,
tua sina.

 

Afias,
afinas
ao som de mil violinos,
verbo, poema, palavra... rima,
fios, linhas, desígnios,
protogínica flor, Rosalina,
profunda, inquieta, marítima,
astuta, leve... bonita!

 

Confinas, Rosa, nas cores,
a essência, a luz do abismo,
os sonhos, pólen dos vivos,
a mim, jardim dos instintos.

 

Tu, andarilha, perpétua,
seda vermelha, completa,
calminha, linda, repleta,
rosando os olhos do povo,
pintando as formas do novo,
voando, nua, nos ventos,
veludo fofo, elemento
roubando o cinza do dia,
moldando o cheiro da noite,
de alminha, Rosa, sozinha,
sem mim - minha boba euforia
de tê-la viva, um dia,
sem espinhos, dor, agonia,
só cores, febre, magia,
só bela - feito a poesia,
só minha - feito rainha.

.
TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Segunda-feira, 15 / 12 / 08

O PEDIDO IX

Poemas Escolhidos

 

De mim não esperem nada
sou volúvel, poeta
efêmero como a rosa...
suas pétalas
obscuro como o discurso do profeta
ousado como kamikazes
na guerra.

 

Não tenho pátrias
nem quimeras
não sou desse presente
nem da terra
sou brilho
ponto
sujeira
num quarto de hotel
da Riviera.

 

Não pensem em mim
não me esperem
não passo de um acordo
não cumprido
com aqueles a quem mais amo
e considero.

.
TõeRoberto-09:26-post in jampa/pb

música: Because - Perry Como
publicado por Antonio Medeiro às 05:25
Blog de TõeRoberto

Julho 2012

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Comentários recentes

  • Sem palavras, silenciou e falou.Sem Palavras! Caro...
  • Caro TõeRoberto,Exceto pela parte do dedo no vidro...
  • Elimine os filtros, Primo! Não é fácil... eu que o...
  • show de bola o texto, especialmente as frases fina...
  • Olá, desculpa o meu Português não escrever bem per...

mais comentados

Subscrever feeds

blogs SAPO


Universidade de Aveiro