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Quinta-feira, 02 / 07 / 09

VAMOS FALAR DE AMOR

Vem, vamos falar de amor:
amor sem marca registrada
amor sem patente
amor sem dono,
vamos falar de amor
mas não nos entreguemos
definitivamente!

 

Vem, vamos falar de amor:
amor de noite angustiada
amor de cachorro
amor de rua
amor de línguas desesperadas,
vamos falar de amor
mas não nos entreguemos
definitivamente!

 

Vem, vamos falar de amor:
amor de abraços na esquina
amor de copo na mão
amor de alma sem chama
amor de coito na lama,
vamos falar de amor
mas não nos entreguemos
definitivamente!

 

Vem, vamos falar de amor:
amor de quem sofre a vida
amor de olhos sem brilho
amor de desejo de morte
amor de mãos vazias,
vamos falar de amor
mas não nos entreguemos
definitivamente!

 

Vem, vamos falar de amor:
amor sem endereço
amor sem desejo de vida
amor descontraído.
Vamos falar de amor:
amor de poeta
amor de prostituta.
Vem, mas não nos entreguemos
definitivamente!

.
TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Domingo, 08 / 02 / 09

TERAPIA

Textos Escolhidos

 

Minha amiga Tânia fez um comentário a respeito da violência verbal no trânsito.

Deu-me o mote:

"Fio de uma rapariga!". "Vaca!". "Prostituta!". "Viado!". "Quenga!"."Filho-da-puta!". "Piranha!". "Boiola"."Puta!". "Bicha". "Corno!". "Cadela!". "Barbeiro!"."Navalha!". "Oh!, com o dedo".

Quem nunca ouviu estes adjetivos no trânsito?

E quem nunca pensou - nem gritou - que atire a primeira pedra.

O trânsito é o caos: é o antro da verborragia chula, aquelas palavras que o sujeito não pronuncia em casa.

A violência é endêmica. Dependendo do caso a coisa chega aos tapas, facadas... tiros!

É o ser humano exercitando seu lado negro, sua alma malsã, seu instinto belicoso.

No Japão - dizem - empresas mantêm um boneco, caricatura do chefe, para que os empregados, durante o dia, descarreguem as suas iras, as suas raivas... as suas frustrações.

No Brasil, criou-se o trânsito - ambiente propício para a terapia coletiva: ele combate as frustrações, a falta de dinheiro, as dores de corno, o excesso de trabalho, a falta de emprego, as iras, as raivas, as mazelas coletivas... o sentimento de se andar sempre correndo e não se chegar a lugar nenhum.

O trânsito é um grande manicômio comandado por luzes, sinais, buzinas... palavras mal-humoradas.

Um conselho: mesmo de carro, fique longe do trânsito.

Não dirija no "trânsito", não entre na alma do "trânsito", simplesmente dirija - senão:

"Fio de uma rapariga!". "Vaca!". "Prostituta!". "Viado!". "Quenga!"."Filho-da-puta!". "Piranha!". "Boiola"."Puta!". "Bicha". "Corno!". "Cadela!". "Barbeiro!"."Navalha!". "Oh!, com o dedo".

Mas que dá vontade, dá!
.
TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00
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