Homens&Pássaros

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Quarta-feira, 15 / 06 / 11

Os amigos

Outro dia reuni em casa alguns amigos antigos - sempre presentes.

Outros novos - começando a ficar presentes.

Outros antigos - ausentes.

E muitos outros - ausentes, mas presentes no meu coração.

Conversamos, rimos, comemos, bebemos, tocamos, cantamos e passamos um dia tranqüilo.

No outro dia, e nos dias seguintes, percebemos - todos nós - a enorme satisfação que foi ter participado daquela reunião de amigos.

Como em apenas um dia - embora não tenhamos percebido - alguma coisa mudou em nós.

Passamos um x sobre alguma coisa ruim de nós e tiramos um y de sobre uma coisa boa de nós.

Estar com amigos - segundo uma pesquisa - aumenta a nossa expectativa de vida.

Estar com amigos é se sentir importante - não no sentido pejorativo - pleno, reconhecido, amado, lembrado, acariciado no ego.

É um estar sempre aprendendo.

Sempre ensinando.

É rir, sorrir, gargalhar abertamente sem neuras ou preconceitos.

É falar palavrão, meter o pau no governo, fofocar a vida de gente chata, fazer planos para o futuro.

Estar com os amigos é estar num momento encantado, dentro de um livro mágico, onde o ser humano é perfeito.

E quando nós - os amigos - estamos juntos, somos realmente perfeitos.

Eu gosto muito de fazer isto.

Faço sempre.

Onde quer que eu tenha vivido, sempre carrego alguns amigos a tiracolo - e eles a mim.

E vou vivendo.

E vou me arrepiando pela vida afora.

E vou encorpando cada vez mais a minha capacidade de amar, de perdoar, de me apaixonar.

Os amigos são instrumentos fantásticos para este tipo de aprendizado.

E estão sempre presentes, mesmo estando ausentes.

E vivos.

E apaixonados.

E disponíveis.

E aí turma do Brasil afora - vocês sabem com quem estou falando.

Quando vai ser a nossa próxima farra?

Saudades - verdade seja dita - é o que não falta por aqui.

Nem falta de disposição para a próxima.

Já comprei a macaxeira e o camarão para o próximo Robobó.

E a cerveja!

Um abração pra todo mundo!

publicado por Antonio Medeiro às 14:13
Terça-feira, 21 / 09 / 10

50 anos I

Às portas dos 50 anos
o poeta, astro maior,
é só brilho.

Fundiu-se na galáxia
e espalhou-se em fragmentos
nos olhos do tempo.

Sangra os pés
nas pontas brilhantes das estrelas
e seu coração,
lua cósmica,
minguando no universo,
explode em feixes de luzes
e ilumina, suavemente,
sem preconceitos,
o casal de humanos
- à beira do mar -
insanos!
(Eunápolis/ba/10:34hs)

publicado por Antonio Medeiro às 06:09
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