Homens&Pássaros

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Sexta-feira, 23 / 12 / 11

2011, mais um natal em minha vida

Já escrevi dezenas de textos/poemas a respeito do Natal.


Sempre a mesma lengalenga!


Injustiças/egoísmos/riqueza/pobreza.


O Natal sempre nos traz o ter e o não ter, o poder e o não poder.


É quando também nos lembramos de nossas perdas: pais, filhos, irmãos, amigos.


E nossos ganhos: filhos, netos, amigos novos.


É uma data que mexe com o imaginário do mundo ocidental.


Muitas histórias por trás: muitas verdades, muitas mentiras.


Mas é educação!


Somo um país católico e fomos educados para sermos hipócritas, egoístas... teoricamente preocupados com as injustiças sociais e para acreditarmos no espírito natalino.


E desde crianças somos obrigados a gostar e a respeitar o Natal.


Então, para não fugir da regra, só posso desejar - esta é a palavra - a todos os meus amigos e familiares, à minha companheira, à minha mãe, aos meus tios&tias, aos meus primos&primas, aos meus sobrinhos postiços, aos meus filhos, aos meus netos, aos meus genros, às minhas noras, aos meus filhos postiços, aos meus netos postiços, à minha sogra, aos meus cunhados&cunhada aos meus poodles, um tranquilo e feliz Natal.


E acrescento: este ano todos os meus filhos, netos (menos uma), genros, noras (menos uma) estão comigo aqui em Jampa; menos os amigos, que este ano estão por esse mundo afora.


Está sendo legal!


Vamos nos divertir.


Só não exagerem na opulência!


Que ainda tem a passagem do ano!


E o fígado não é de ferro.


Nem o bolso!


TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 17:15
Sábado, 26 / 12 / 09

Natal

Ontem foi o dia da grande festa da hipocrisia ocidental.

Este ano estou meio cansado... meio que desiludido.

Não sei se quero falar ou escrever sobre isto.

Fui ao shopping anteontem e a história é sempre a mesma: um bando de gente meio que endoidecida, passando uns sobre os outros à procura de algo que eles não têm a menor ideia do que seja.

Mês de dezembro é um mês horrível.

É o mês onde parte de mundo se resume em comprar, a outra em vender.

Mas como disse, eu não quero falar nisto.

Não quero falar nada, este ano eu só observei.

Fiquei quieto no meu canto e assisti, em silêncio, ao espetáculo assustador de uma sociedade ensandecida pelo consumo.

O Filho de Deus é apenas um mero detalhe, uma desculpa para a grande festa do capital de giro.

Observei: os homens estão cada vez mais distantes dos seus sonhos, das suas crenças, da sua humildade, da sua pureza, da sua liberdade, da sua bondade... os homens são apenas brinquedos manipulados por mãos invisíveis.

Os homens se alimentam e alimentam o veneno do sistema capitalista, onde pessoas são apenas cifrões desenhados nos olhos dos grandes magnatas do sofrimento humano, donos do planeta.

Mas, afinal de contas, somos apenas homens e nascemos e morremos em grande escala.

E sofremos em grande escala.

E o mundo continua.

E choram por nós durante um tempo muito curto.

E depois choram por outros.

E os dezembros se repetem.

E ontem foi natal.

Não costumo me envolver com este tipo de data.

Mas muita gente acredita que é um dia pra se ter paz.

Que é um dia de muita luz.

Eu acredito que a gente deveria ter paz e muita luz todos os dias.

E ser bonzinhos todos os dias.

E pensar nos desamparados todos os dias.

E Ser Humano todos os dias.

Acabei falando mais do que queria e do que devia.

E acho que sempre vou falar.

Mas deixando de ser rabugento por um segundo -  e atrasado - um Feliz Natal para toda a humanidade e um grande abraço para todos os leitores do Homens&Pássaros.

E um grande abraço também para o meu povo longe de mim, e para o meu povo perto de mim.

Jingle bell! Jingle bell! Jingle bell!

.
TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Quinta-feira, 25 / 12 / 08

É NATAL!

Textos Escolhidos

 

O natal é a festa da hipocrisia absoluta.

É a data onde as pessoas sozinhas ou em grupos, se superam na sua individualidade.

As diferenças se acentuam; os olhos das crianças pobres ficam maiores, seus desejos se multiplicam e fica bem visível o tamanho da boca do abismo que separa as classes sociais.

E tudo é muito natural!

Tudo transcorre na mais absoluta paz!

Os políticos comemoram suas vitórias.

Os corruptos contam seus metais.

A igreja pensa que cumpre sua parte.

A classe média se enche de álcool e colesterol.

Os supermercados engordam suas barrigas gordas.

Os pobres ficam com o resto da grande festa da hipocrisia.

O símbolo da festa, para a maioria dos crentes, fica em segundo plano.

O grande espetáculo é a ostentação.

As esmolas se multiplicam!

As pessoas ficam mais generosas no seu egoísmo e purgam seus pecados distribuindo migalhas aos mais necessitados.

O espetáculo é infame!

Os jornais, as revistas, as rádios e as tevês aplaudem.

Organizam a coleta da esmola em grande estilo: atores, empresários, políticos, músicos, apresentadores, cronistas, jornalistas cumprem seu papel da maneira mais vergonhosa, da maneira mais explícita.

E tudo acontece diante dos olhos do Brasil, um dos países do mundo de índole mais perversa, mais dissimulada e mais desavergonhada no que se refere à distribuição de renda.

Jingle bell! Jingle bell! Jingle bell!

É assim que escreve?

.

TõeRoberto-12:25-post in jampa/pb

música: Jingle Bells - Disney's
publicado por Antonio Medeiro às 07:10
Sábado, 06 / 12 / 08

O MEU AMIGO LOURENÇO

Textos Escolhidos

 

"Ando devagar
porque já tive pressa
e levo esse sorriso
porque já chorei demais.

 

Hoje me sinto mais forte
mais feliz, quem sabe,
eu só levo a certeza
de que muito pouco sei.
Eu nada sei..."

 

A música de Almir Sater pegou-me de surpresa... e veio-me à lembrança o meu amigo Lourenço.

Ele se foi num Dezembro, moço, no auge da vida e dos sonhos.

Muitas coisas tinha ainda a fazer: criar as filhas, mudar-se para Natal, aprender a tocar viola, ascender profissionalmente, fazer pizzas maravilhosas, muitos... muitos churrascos deliciosos.... macarronadas italianíssimas e ... onde eu estivesse, passar as férias em minha casa.

Saudades!

Amava viajar, principalmente para o Nordeste.

Grandão, boca-dura, agitador, falador, bravo, comilão, malcriado... ITALIANO!!!

Tudo de mentirinha: A boca era de leão; as mãos" desse tamanhão"!; mas o coração de passarinho, as asas de borboleta, a ingenuidade de criança.

Ele era uma criança!

Só não era perfeito porque, infelizmente, tinha 03 grandes defeitos: era Corintiano, gostava da Antarctica de São Paulo e fazia café muito forte.

Em relação à cerveja dizia: "é cerveja de macho, feita com a água do Tietê!"

Tínhamos uma história juntos: risos, choros, doenças, culinária, música, cerveja, piadas... horas e horas de risos, tirando sarro dos outros.

Numa época ruim da minha vida, foi meu companheiro inseparável.

Os filhos crescerem juntos, as mulheres fofocaram juntas, os cachorros viveram juntos, os amigos, todos , em comum.

Uma pena! A vida nem sempre é justa! Mas acho que pra ele foi tudo bem: era um grande otimista.

Viveu pouco, mas com intensidade suficiente para somar 100 anos.

Era do tipo de pessoa que, hoje, está em extinção.

A música flutua e.... dói!

Um minuto de silêncio, por favor!

(...)

"Todo mundo ama um dia,
todo mundo chora,
um dia a gente chega
e no outro vai embora.

 

Cada um de nós compõe
a sua história
e cada ser em si
carrega o dom de ser capaz,
de ser feliz..."

.
TõeRoberto-10:05-oist ub jampa/pb

música: Ando Devagar - Almir Sater
publicado por Antonio Medeiro às 05:58
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Adamo&Isabelle

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