O grito, nunca!

Antes, o insepulto silêncio
o gosto da quietude na saliva
o desmedido e improvável abismo
o sumo das entranhas insensíveis
o mesmo indelével acalanto
forjando o murmúrio latejante
do eco visceral, extravagante
morto, esmagado, umedecido
nos mil esconderijos da garganta.

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TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00