Homens&Pássaros

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Segunda-feira, 21 / 09 / 09

Negócios&Oportunidades

Vende-se, com urgência, Máquina De Fazer Dinheiro.

Especificações Técnicas:

Estado: Seminova.

Marca: Br/Df.

Cor: Preta.

Peso: 05 kgs.

Dimensões: 10 x 20 x 20 cms.

Alimentação: 127/220 V.

Capacidade: R$ 200,00/dia.

Motivo: Casal desesperado necessita de Máquina de fazer R$ 500,00/dia.

Maiores detalhes contatar TõeRoberto/Nena - Jampa/PB - no horário comercial.

PS:

Tem que ser pessoalmente porque o telefone foi cortado por falta de pagamento.

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TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Segunda-feira, 10 / 08 / 09

SE EU FOSSE MULHER CASADA

Se eu fosse mulher casada ia botar este monte de macho safado na linha.

Discutiria imediatamente prioridades: acesso ao dinheiro, amizades, liberdades; cuidado com as crianças; café da manhã, almoço, café da tarde, jantar, lanche da noite; roupa lavada, passada; limpeza da casa, banheiro todo os sábados; e, principalmente, aquela saidinha na sexta, para tomar todas com as amigas e chegar a hora que quiser em casa.

Dormir até tarde, não fazer nada...

Macho ativo na cama, no chuveiro, na cozinha, na sala, na garagem, no carro, no elevador, nas escadas, na...

Na ausência, direito de substituir - como você costuma fazer - sem remorsos!

Direito de frequentar o salão de bilhar, o boteco da esquina, o campo de futebol, e, aos domingos- na hora do jogo - ser dona da televisão para ver o programa que quiser.

Acesso irrestrito ao controle remoto da televisão - sempre.

Na falta das obrigações conjugais e domésticas, direito de fechar as pernas, de não fazer boquetes, não cuidar de ressaca, não fazer carinhos, não fazer comida; direito de fechar a empresa casa e sair de férias com muito dinheiro na conta - sem destino e sem data de retorno.

Circular por aí sem dar satisfações, chegar em casa com cheiro de perfume barato, bafo de cachaça, falando demais... e chata pra cacete.

Coçar o saco na frente dos amigos, arrotar e soltar aquelas ventosidades traiçoeiras e covardes embaixo do lençol.

Viver como mulher, agir como macho no sentido das liberdades e dos afazeres domésticos.

Deixar de ser burro de carga.

E falando a verdade: se eu fosse mulher casada teria deixado você há muito tempo.

Porque, sinceramente, você é um inútil na mesa, no tanque e na cama!

E aposto como ia correndo pra casa da mamãe!!!

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TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Domingo, 11 / 01 / 09

JOÃO-SEM-BRAÇOS

Textos Escolhidos

 

Era uma vez um cara muito bonitinho, muito queridinho que por ter dois braços, duas pernas, dois olhos, duas orelhas, um nariz, uma boca sorridente, etc; digo, ter todo o corpo em perfeito funcionamento, era chamado de João-Sem-Braços.

Ele, como todo bon vivant do interior, era muito conhecido e muito vivo em questões financeiras, porém não vivia contente com tudo que tinha e fazia, porque o que queria mesmo era se tornar político.

Então procurou um amigo:

Ô, compadre!, queria uma informaçãozinha!

Pois não! - disse o compadre.

Que faço pra sê político?

Ora, compadre, é muito fácil! - respondeu o outro. Basta que você comece a falar de política nos bares e que, nas eleições que se aproximam, apóie um dos partidos, que o dinheiro e a sua cara amiga garantem o resto.

Assim fez João-Sem-Braços.

Depois de dois anos era um grande politicozinho.

Fazia comícios com dois S. Prometia asfalto com U. Pedia apoio com H. Criava comissão com Ç.

Assim foi.

O tempo passou e João-Sem-Braços tornou-se um líder imbatível na política da cidadezinha, isto, apoiado por todos os outros grandes politicozinhos.

João-Sem-Braços, como os outros, além de fazer política, fazia também intrigas, que era a arma secreta dos partidos.

"E a administração?" - perguntavam de fora.

Que nada! João-Sem-Braços, como os outros, erguia o peito na rua como a dizer: "sou o dono desta m... e não aceito opinião!"

João-Sem-Braços, como os outros, era muito corajoso, isto era.

Em época de eleição municipal metia a máscara número cinquenta e nove e adquiria a ousadia de bater na porta da casa da gente para pedir votos.

E dizia:

Bom-dia, gente boa! Sô do partido tar, coisa e tar, e quero mostrá proceis a vantage de votá na gente.

E mostrava mesmo, como se fosse vendedor de produtos Avon. Não respeitava nem mesmo a capacidade de pensar de quem votava. Às vezes, enfiava a mão no bolso (isso quando percebia que a casa era de chão batido ou pau-a-pique) e oferecia o l'argent ao pobre coitado que, ao ver a verminose dos filhos, mais que depressa pegava e jurava devoção completa ao partido.

E era assim por diante: de casa em casa, de bolso em bolso, de sorriso em sorriso.

Como sempre acontecia, João-Sem-Braços, como os outros, vencia a eleição, porém, como era de praxe, não fazia, ou melhor, não tinha condições de fazer nada de proveitoso, a não ser intrigas e mais intrigas.

No meio do povo aqueles que não estavam envolvidos na política e que deveriam estar porque entendiam um pouco mais das coisas, estavam descontentes com a imensa séria de João-Sem-Braços que vinha tomando conta das coisas e já não acreditavam tanto no seu dinheiro e na sua carinha amiga.

Um dia, um amigo mais atrevido procurou-o e disse:

Ô compadre!, queria lhe pedir uma coisa.

Pois peça, compadre!

- Por que você não volta a ser o que era antes?, coisa e tal, tal e coisa, digo, por que não deixa de ser político?

Não aceitou. Ficou ofendido com o amigo atrevido e na reunião da Câmara comentou com os outros politicozinhos:

O povo num tá contente!

O povo não entende nada! - respondeu um deles. Toque o barco, compadre, senão ele vira e a gente se afoga.

João-Sem-Braços que por esta passagem chata de sua vida, quase abandonou a política, ainda hoje está dentro dela fazendo promessas com Ç, administrando com I, projetando com G, tudo dentro de sua grande ingenuidade com J.

Esta é a história de um politicozinho de interior que, com raríssimas exceções, é um verdadeiro "Político Colonial", na acepção de minha modesta palavra, pois outro dia na rua, ouvi um comentário de um dos Joãos-Sem-Braços que muito me comoveu:

Ô compadre!, a política tá me embruiano o estamo!

Por que compadre?

Magina o compadre que arguém tá quereno botá posição!

Oposição, compadre!... Oposição!

É... é isso mesmo! Mas num tem nada não! Já tenho meu gorpe preparado pra esse ano!

Fiquei a rir e saí de perto com medo de que toda aquela doença com dois S me pegasse com Ç, pois fiquem os leitores sabendo com C que João-Sem-Braços com S é a coisa com Z mais contagiosa com J que existe com Z dentro das Câmaras.
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TõeRoberto-11:14-post in jampa/pb

música: Variadas
publicado por Antonio Medeiro às 05:00
Quarta-feira, 31 / 12 / 08

PIADA

Textos Escolhidos

 

Outro dia me perguntaram:

"Quais são as 03 melhores coisas da vida?"

Respondi na lata: muié, dinheiro e o bicho de pé!

Bicho-de-pé?

É! Que adianta ter muié e dinheiro se o 'bicho' não ficar de pé!

O brasileiro perde o amigo, mas não perde a piada.

Nós somos um povo piadista.

Fazemos piada de tudo. Rimos de nós mesmos. Somos autofágicos na questão da exposição da nossa própria imagem.

Rimos do marido traído, o popular corno. Rimos do governo. Tiramos sarro do padre, dos negros, dos branquelos, dos índios, do delegado, dos loucos, dos miseráveis, dos patrões.

Gozamos os homossexuais, os turcos, as mulheres, as putas, os anões, os gigantes, os feios.

Morremos de rir dos gordos, dos magros, das louras, dos aleijados... dos portugueses.

Fazemos piadas racistas e preconceituosas.

E rimos!

Somos hienas: trepamos uma vez por ano, comemos merda e... daaamos risadas!!!

Pergunto: a gente ri do quê?

Eu não tenho a menor idéia!

Por favor! Pesquise, chegue a uma conclusão e me informe.

Eu quero entender por que eu vivo rindo.

Os mineiros dizem que rir "desopila" o fígado.

Alguém pode me informar o que é "desopila?"

Ah! Ah! Ah! Acabei de me lembrar aquela do português!

O português...
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TõeRoberto-11:02-post in jampa/pb

música: Águas De Março - Tom Jobim&Elis Regina
publicado por Antonio Medeiro às 05:57
Sábado, 20 / 12 / 08

O CO-RESPONSÁVEL

Textos Escolhidos

 

O senhor é um homem muito religioso? Católico, evangélico ou outra religião? Paga seu dízimo à igreja, sempre dá esmolas e reza por um mundo melhor?

Torce, com amor, para o Corinthians, Palmeiras, Flamengo, outro time qualquer?

É assíduo consumidor de música americana, axé, dos amigos da Globo, dos pagodeiros e da Banda Calypso?

Assiste, religiosamente, aos domingos o Faustão, o Gugu, o Silvio Santos e o Fantástico?

Acompanha, com paixão, o Big Brother, o Jornal Nacional e todas as novelas da televisão?

Não faz outra coisa na vida a não ser juntar dinheiro, acumular bens e para isto faz o que for preciso fazer, não importando o quê?

Trabalha, todos os dias, de sol a sol para sustentar a sua família e pagar as contas em dia?

Apoiou, com convicção, a invasão do Iraque e o combate ao terrorismo organizado pelo governo Bush?

Sempre apoiou, com aquele orgulho tupiniquim, as safras de políticos que estão no Brasil desde 1500: ACM, Carlos Lacerda, Maluf, Jader Barbalho, Sarney, FHC, Jânio Quadros, Getúlio Vargas, Brizola, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e muitos outros dos quais não me lembro o nome?

Se julga um cidadão honesto, cumpridor dos seus deveres, um cidadão que mete o pau no governo, nos preços, na saúde, na educação e na falta de empregos?

É um cidadão que fica horrorizado com a crueldade hedionda do ser humano?

O senhor se sente orgulhoso de ser e fazer tudo isto que eu falei? Bom!!!

Infelizmente, tenho uma péssima notícia para dar ao senhor: apesar de toda sua boa vontade, da sua honestidade, da sua aproximação com Deus, o senhor é co-responsável por toda essa merda em que se transformou o mundo.

Sabe por quê? Porque, embora o senhor pense como um cidadão de bem, perdeu todo e qualquer contato com a verdadeira identidade de um ser humano despojado de egoísmo, de cobiça e de ganância, essas coisas que formam o caráter do cidadão moderno.

O senhor foi educado para competir, ganhar, vencer, estar por cima - ser o maioral mesmo. O que importa é o senhor. O resto é que se dane! Eu cuido da minha vida, você cuida da sua! É a lei da selva. Salve-se quem puder! Viva eu!

Devo dizer que o senhor está de parabéns: o senhor é um cidadão Socialmente, Economicamente, Religiosamente, Politicamente Correto e Globalizado.

Uma última pergunta: há quanto tempo o senhor não lê um poema? O senhor está precisando colocar um pouco de poesia na sua vida.

Experimente!
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TõeRoberto-10:23-post in jampa/pb

música: Impossible Dream - Ray Conniff
publicado por Antonio Medeiro às 07:07
Domingo, 07 / 12 / 08

O PLANO

Poemas Escolhidos

 

Conto com você
para o meu plano:

 

eu aro a terra
você vai plantando

 

eu corto o mato
você vai limpando

 

eu busco água
você vai regando

 

eu colho a fruta
você vai transportando

 

eu abro o saco
você vai colocando

 

eu trago a carroça
você vai baldeando

 

eu ponho na balança
você vai retirando

 

eu faço as contas
você fica esperando

 

eu pego o dinheiro
você fica olhando

 

eu sento pra comer
você fica pensando

 

eu olho pra você
lhe dou uma banana.

 

Conto com você
para o meu plano:

 

enquanto eu vou vivendo
você vai macaqueando.

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TõeRoberto:09:18-post in jampa/pb

música: Disparada - Geraldo Azevedo&Elba Ramalho
publicado por Antonio Medeiro às 04:58
Terça-feira, 18 / 11 / 08

MACEDINHO

Textos Escolhidos

 

O meninozinho de carinha suja e olhinhos vivos, filho de D. Madalena Cruz-Credo, chama-se Macedinho e mora lá no fim da periferia da urbanidade dos homens.

"Um pouquinho de comida! Um pouquinho de!..."

(Um homem de terno azul-cinzento ficou bravo na minha frente quando moleques tiraram o pão da boca do cachorro da Rua dos Cachorros).

"Seus moleques!... Capetas!... A prefeitura deveria dar bolas era para vocês!..."

Macedinho tem, nos bolsos furados, uma broa de fubá que aperta com amor.

Na rua, os homens são imponentes; às vezes tomam os pães ou as broas de fubá das mãos e das bocas das crianças indefesas.

Como os meninos ao cachorro.

"Dinheiro prum meio quilo de arroz!..." Deus lhe pague!... Deus lhe..."

As janelas são um amontoado de barras de ferro quadradas e negras dentro da noite fria.

Passos corridinhos, em forma de medo, se movimentam no escuro da cidade e se escondem nas sarjetas da noite.

O homem gordo ronca debaixo de colchas caras.

Macedinho corre pela noite.

Junto dele correm, em silêncio, milhares de olhinhos medrontados, esfomeados e sufocados por nossa omissão consentida.

Os homens dormem seus sonos tranqüilos e sonham, noite adentro, que roubam os pães e as broas de fubá da boca dos meninos adormecidos.

E sorriem absolutos!
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(Fonte - Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB

música: Upa Neguinho - Elis Regina
publicado por Antonio Medeiro às 01:39
Blog de TõeRoberto

Adamo&Isabelle

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