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Sexta-feira, 13 / 01 / 12

Uma vez Flamengo...

Dizem que o cidadão para ir embora deste mundo, em paz, deve fazer 03 coisas:


01: Escrever um filho.


02: Plantar um livro.


03: Ter uma árvore.


Eu acrescento uma 4ª: torcer pelo Flamengo.


É impossível morrer sem esta emoção.


É impossível morrer sem passar uma tarde, no Maracanã, junto com a torcida Flamenguista.


É impossível não ser Flamenguista.


E o mais gostoso: é perceber a inveja que os outros torcedores têm de nós Flamenguistas.


Conheço um monte de gente que torce pelo Vasco, Fluminense, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Internacional, Grêmio, e outros times, que morre de vontade de ser Flamenguista.


Mas têm vergonha porque blasfemaram demais.


Invejaram demais.


E agora querem dar uma de 'difícil'.


Querem fingir que têm horror ao Flamengo.


Mas amam o Flamengo em segredo.


O Flamengo não é um time de futebol.


É uma filosofia de vida.


É uma arte.


É uma orquestra de uniforme preto e vermelho que sacode o coração de quem está no estádio, inclusive o coração dos adversários.


É uma sinfonia composta por 11 maestros entoada pelo encantamento do seu torcedor.


O Flamengo, quando entra em campo, desperta no torcedor o mais profundo orgulho, um bem-estar, um estar bem com a vida, uma alegria desmesurada, um grito uníssono que sai do fundo do coração e deixa emocionadas milhares de pessoas que saem das suas casas para ver a beleza e a leveza do seu bailar.


Ser Flamenguista é ter algo mais.


É ser olhado com respeito, é saber que os outros torcedores sabem que nós somos o Flamengo.


Que nós estamos um passo à frente.


Que nós não somos uma torcida organizada, nós somos uma nação: a Nação Rubro-Negra.


Mil livros não seriam suficientes para falar e exaltar a grandeza do Flamengo.


Então vou parar de falar.


Mas deixo um convite: venha para a Nação Rubro-Negra e sinta na pele a emoção de estar dentro de um Maracanã lotado no momento em que o grito explode a uma só voz: "Meeeeennnnngooooo!" "Meeeeennnnngooooo!" "Meeeeennnnngooooo!"


E se deixe arrepiar sem nenhuma vergonha.


E ria!


E chore!


E bata no peito e cante: "Uma vez, Flamengo, sempre Flamengo, Flamengo sempre eu hei de ser..."


E pode morrer em paz!


TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 18:01
Segunda-feira, 13 / 10 / 08

REPRESSÃO, LAZER E ARTE

Textos Escolhidos

 

Eu vi!

Tá aqui na memória!

Rua Direita, São Paulo, 04:30 da manhã; garoinha paulista, fina - fria!

Rua deserta, molhada; as luzes refletidas no chão - silêncio!

Eu, solitário, apreensivo, caminhando para o metrô; somente o som seco dos meus passos, na rua.

Tac! Tac! Tac! Tac!: o som dos passos na noite.

No sentido oposto, cena inusitada.

No espanto do momento pensei em máquina fotográfica, mas, hoje, cheguei à conclusão: a melhor foto é a que fica na memória; podemos mudá-la, pela vida afora, de acordo com nossa conveniência.

Ela, na nossa memória, não envelhece nunca como acontece com as fotos da kodak.

No sentido oposto vi dois policiais conduzindo um bêbado: cada um deles segurando firmemente um dos braços do coitado.

O policial da esquerda segurava o braço esquerdo do personagem com a mão direita e levava na mão esquerda... acreditem!, uma garrafa de cachaça Tatuzinho.

O policial da direita segurava o braço direito do personagem com a mão esquerda e levava na mão direita... acreditem!, um Violão.

Cruzei com a cena surrealista em silêncio... eram tempos difíceis!

E quase que, absurdamente, só por ser poeta aplaudi, já que o momento me deixou com a sensibilidade à flor da pele.

Na rua: tac! tac! tac! tac! tac! tac!

Repressão, lazer e arte se fundiam no reflexo molhado da melancolia da Rua Direita e suas luzes indiferentes.

Eu vi!

E me deu uma saudade danada de Chaplin!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB
.

música: Ronda - Tânia Alves
publicado por Antonio Medeiro às 04:54
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