Viver é o barato supremo.

Apesar de todas as mazelas da vida: das suas idas e vindas, das suas dores, a vida é algo extraordinário.

Sempre digo: só por você ter visto:

O pôr-do-sol na Praia do Jacaré, na Paraíba;

O luar que eu vi em São José da Coroa Grande, em Pernambuco;

A Praia do Amor, na Pipa, no Rio Grande do Norte;

O casario colonial, em Minas;

A Lagoa Azul, em Jericoacoara;

A Praia de Trancoso, na Bahia;

O Rio São Francisco, em Alagoas/Sergipe;

A beleza da Ilha Grande, no Rio de Janeiro;

A Praia de Santiago, em São Paulo;

O Rio Araguaia, em Goiás;

O Vale do Itajaí, em Santa Catarina;

O Pantanal, em Mato Grosso;

As Esculturas de Vila Velha, no Paraná;

As dunas de Itaúnas, no Espírito Santo;

A arquitetura de Niemeyer, em Brasília, já valeu a pena viver.

Isto é só uma amostra: poderia listar milhares de lugares que estão por aí e, por si só, são um espetáculo à parte.

Poderia justificar, ainda, o barato de viver com outras centenas de argumentos, por exemplo:

O nascimento do primeiro filho;

Assistir a um FlaFlu no Maracanã;

Ler o Homens&Pássaros;

Comer uma feijoada, com uma bela caipirinha;

Ler um poema do Drummond;

Ouvir uma boa música do Chico;

Assistir Cinema Paradiso;

Pescar sozinho;

Encontrar 'aquele' amigo desaparecido;

Dar de cara com o Grande Amor;

Ver o Bush se foder;

Cultivar um Jardim;

Lutar contra a miséria e o preconceito;

Escrever um poema e plantar uma árvore;

Ver o primeiro filho dar o primeiro passo.

Não importa o andamento da vida. Ela, nem que tenha sido por apenas um segundo, encanta e deixa a gente com aquela sensação de que qualquer maneira de viver vale a pena.

Seja na normalidade, na riqueza ou na miséria a vida sempre tem alguma coisa a mais a nos oferecer, nem que seja apenas o sorriso de uma criança, o desabrochar de uma flor ou uma daquelas tardes ensolaradas acompanhada daquela chuva fria, fina e clara que, em Minas - quando acontecia - dizíamos:

"Sol e chuva/casamento da viúva/chuva e sol/casamento de espanhol".

Um brinde à vida!

Cuidado com ela: só existe uma!

.
TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 05:00