Eu não sou nada que valha tanto
como pensam os desencantados
eu não sou brilho
não sou nada
apenas estrela
ou, quem sabe, astro
pelo véu da noite acobertado.

 

Às vezes venho para este tempo
como um objeto já esperado
mas apareço, brilho e rebrilho
depois me vou feito um fantasma
e a negra noite de quem me espera
como um desejo já planejado
desce seu manto feito um castigo
sobre seus olhos amortalhados.

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TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 05:00