Outro dia entrei no banheiro público de um lugar chique e fiquei estarrecido.

Nas paredes e portas os desenhos e as inscrições de uma civilização decadente.

Testemunhos como:

"Caga cantando que a bosta sai dançando". "Comi muito a puta da tua mãe". "Adoro uma rola". "Me come ou me mato". "Mirtes, a vulva incandescente 36696969". "O futuro do Brasil está nas suas mãos". "Maluf esteve aqui". "Zeca Pereira, aluguel de peia". "Zilda bundona". "Arlete, a cachorrona do boquete". "Lula 2010". "Quando estou no banheiro/me dá uma agonia profunda/a bosta bate na água/a água bate na bunda". "Quem tem cu não faz acordo com pica". "Na frente é certo mas não é justo/atrás é justo mas não é certo". "Eu finjo de morto pra comer o cu do coveiro". "Joãozinho esteve aqui: tu é bão".

Mijo no chão, merda no vaso, batom nas paredes... um retrato lamentável de um país de Terceiro Mundo.

Se o mundo acabasse hoje e descobrissem esses desenhos e essas inscrições nos estudariam como uma civilização obscena e suja.

Creio que o que determina o processo civilizatório de um homem não é a invenção da roda, da escrita, do motor, da penicilina, do rádio, da televisão, da internet, entre outras.

O que diferencia o homem de um animal comum é o fato de o homem civilizado usar o vaso sanitário e limpar a bunda.

De resto, o que vejo nos banheiros públicos sãos os sinais claros e lamentáveis de um povo mal-educado e indubitavelmente porco.

Higiene é vida!

O Homem não pode viver na merda!

Só se for brasileiro!

Falei!!!
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TõeRoberto-post in jampa/pb

música: Variada
publicado por Antonio Medeiro às 05:00