Prepare-se!

É regra!

Não tem como fugir!

A pós os 50 anos você entra na idade dos diagnósticos.

De todos os tipos: insossos, fajutos, terríveis, horripilantes, mortais.

O ombro...

O fígado...

O dedo...

A boca...

O baço...

O ouvido...

Os dentes...

A próstata...

O rim...

O coração...

O pâncreas...

O pulmão...

O intestino...

O saco...

A coluna...

O joelho...

A bunda...

O cérebro...

Escolha o cardápio!

Noites sem dormir, angústia, agonia... desespero!

Mas eles existem: os diagnósticos!

E servem para nos manter mais ou menos vivos ou mortos.

É uma merda!

Odeio diagnósticos!

E um dia...

O diagnóstico final!

The end!

C'est finit!

Fodam-se os diagnósticos!

Prefiro a surpresa da morte que a morte anunciada.

Isso é coisa de literatura latino-americana.

Quero morrer em segredo!

Sem ninguém pra ficar me lembrando que eu estou fodido.

publicado por Antonio Medeiro às 09:38