A frequência do tempo invade a vida
e há relógios que batem, batem e batem
e que não se contentando em bater
anunciam as horas, os minutos
os segundos, as frações do tempo.

 

A necessidade do homem invade a vida
e há homens que trabalham, trabalham
e trabalham
e que não se contentando em trabalhar
para ganhar o pão de cada dia
ganham também o pão do próximo dia
do próximo mês, do próximo ano
do próximo século.

 

E trabalham como se fossem relógios
de precisão digital
sem tempo, sem descanso, sem paz
enchendo seus celeiros de reais
de dólares, de euros, de marcos
enchendo suas vidas com o vazio
que caracteriza os idiotas.

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TõeRoberto

publicado por Antonio Medeiro às 05:00